Febre

De Enciclopédia Médica Moraes Amato
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(ref. CID10) ___ aftosa, (B08.8)
___ amarela, (A95) (ref. Guia de Vigilância Epidemiológica) Doença infecciosa aguda, febril, de natureza viral, encontrada em países da África e Américas Central e do Sul. Caracteriza-se clinicamente por manifestações de Insuficiência hepática e renal, que pode levar à morte, em cerca de uma semana.
Agente Etiológico: o Agente causal da Febre Amarela é o vírus amarílico, um Arbovírus pertencente ao gênero Flavivirus, família Flaviviridae.
Reservatório: na Febre Amarela Urbana (FAU), o homem é o único reservatório Hospedeiro vertebrado com importância epidemiológica. Na Febre Amarela Silvestre (FAS), os primatas não humanos são os principais reservatórios e hospedeiros vertebrados do vírus amarílico, sendo o homem um Hospedeiro acidental.
Vetores: o Aedes albopictus se introduziu no Brasil, em 1986, através do Estado do Rio de Janeiro, provavelmente importado dos Estados Unidos, tendo rapidamente se expandido para os estados do Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Possui este mosquito a Capacidade de combinar os ciclos silvestre e urbano da FA, no continente americano. Sem dúvida, ainda não se comprovou qualquer participação desta espécie na Transmissão da Doença. O mosquito da espécie Aedes aegypti é o principal transmissor da Febre Amarela Urbana. Na Febre Amarela Silvestre, os transmissores são mosquitos com hábitos eminentemente silvestres, sendo que os dos gêneros Haemagogus e Sabethes são os mais importantes na América Latina. No Brasil, a espécie Haemagogus janthinomys é a que mais se destaca na perpetuação do vírus.
Modo de Transmissão: na FAU, pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado. Na FAS, pela picada de espécies de mosquitos silvestres do gênero Haemagogus.
Período de Incubação: de três a seis dias após a picada do mosquito infectado.
Período de Transmissibilidade: o Sangue dos doentes é Infectante para os mosquitos cerca de 24-48 hs antes do aparecimento dos sintomas, de três a cinco dias após o início da Doença. O Período de Incubação extrínseco no Aedes aegypti, dura, em média, de nove a doze dias. Uma vez infectado, o mosquito pode transmitir o vírus amarílico durante toda sua vida (3 a 4 meses).
Suscetibilidade e Imunidade: o Doença confere Imunidade por um longo período, não se conhecendo recidivas. Nas zonas endêmicas, são comuns as infecções leves e inaparentes. Os filhos de mães imunes podem apresentar Imunidade passiva e transitória durante seis meses.
Distribuição, Morbidade, Mortalidade e Letalidade: a Febre Amarela pode apresentar-se sob duas modalidades: Febre Amarela Urbana (FAU) e Febre Amarela Silvestre (FAS).
Febre Amarela Urbana: nas Américas, as últimas notificações de FAU ocorreram em Trinidad, em 1954. Desde então, não se tem registrado ocorrência de Febre Amarela Urbana, (FAU) transmitida pelo Aedes aegypti no Continente Americano. No Continente Africano, têm sido registradas epidemias de FAU ao longo dos últimos dez anos. Assim, ocorreram epidemias em Burkina-Faso (1983), onde foram notificados 286 óbitos. Na Nigéria (1986-1988), surgiram mais de 30.000 casos, tendo 10.000, desfecho fatal. No Brasil, a FAU está erradicada desde 1942, quando foi registrada pela última vez, no município de Sena Madureira, no Acre.
Febre Amarela Silvestre: a Febre Amarela Silvestre da América Tropical apresenta anualmente 100 a 200 casos, na Parte setentrional da América do Sul e na Bacia Amazônica, incluindo as grandes planícies da Colômbia e as Regiões Orientais do Peru e da Bolívia. Ocasionalmente, a Doença tem-se apresentado em todos os países do continente americano, desde o México até a Argentina, com exceção de El Salvador, Uruguai e Chile. A FAS tem um Comportamento cíclico e é sempre precedida de epizootias. Na população humana, as epidemias aparecem de Forma irregular, devido a fatores de interferência entre a exposição do Suscetível aos vetores silvestres infectados. Isto porque, pessoas não vacinadas, especialmente imigrantes, instalam-se em Área de mata na zona enzoótica, a fim de desenvolverem atividades especialmente relacionadas com a derrubada de áreas florestais para extração de madeira, bem como para instalação de projetos agropecuários.
Aspectos Clínicos: A Infecção por vírus amarílico determina no homem, desde quadros inaparentes e oligossintomáticos até formas fulminantes. O quadro típico da Doença se caracteriza por apresentar evolução bifásica, com um Período inicial prodrômico (período de infecção) e um Período de localização. Período de Infecção: dura cerca de três dias, com início súbito e sintomas gerais como febre, calafrios, cefalalgia, lombalgia, mialgias generalizadas, prostração, náuseas e vômitos. Período de Remissão: caracteriza-se pelo declínio da Temperatura e diminuição dos sintomas, provocando uma sensação de melhora no Paciente. Dura poucas horas, no máximo um a dois dias. Período de Intoxicação: caracteriza-se pela predominância dos sintomas de Insuficiência hepato-renal, representados por icterícia, hematêmese, melena e outras manifestações hemorrágicas (epistaxes, otorragias e gengivorragias), oligúria e anúria, acompanhados de albuminúria e prostração intensa. O Pulso se torna mais lento, apesar da Temperatura elevada (sinal de Faget).
Notificação compulsória (Fundação Nacional de Saúde). (Ver: Epizootia; Enzootia)
___ amarela relacionada com o trabalho, (ref. Protocolo de Procedimentos Médico-Periciais n. 1.VIII – Ministério da Previdência e Assistência Social) Doença febril aguda causada pelo Flavivirus da Febre amarela (família Togaviridae), cujo quadro clínico varia amplamente desde as formas inaparentes até as graves e fatais. Critérios diagnósticos: Clínicos: varia de um quadro benigno, inespecífico, até Doença fulminante caracterizada por Disfunção de múltiplos órgãos, em particular por hemorragias. A Forma grave inicia-se abruptamente com o chamado “período de infecção” que caracteriza-se por febre, calafrios, Cefaléia intensa, dor lombossacral, Mialgia generalizada, anorexia, náuseas, vômitos e hemorragias gengivais de pequena intensidade ou Epistaxe. Dura três dias e segue-se do “período de remissão”, com melhora que dura 24 horas. Nos casos graves os sintomas reaparecem caracterizando o “período de intoxicação” (mais grave). Laboratoriais: 1) Hemograma: Leucopenia; 2) Provas hepáticas e testes de coagulação alterados; 3) ECG com Alterações no Segmento ST-T; 4) Testes virológicos (até o 40 dia); 5) Testes sorológicos.
Fatores etiológicos (gerais) e Identificação dos principais “agentes patogênicos” e/ou fatores de Risco de natureza ocupacional conhecidos – A Febre amarela persiste na América do Sul apenas como Enzootia de macacos, tendo por transmissores mosquitos dos gêneros Haemagogus e Aëdes. Os casos humanos, pouco numerosos, incidem agora entre as pessoas que trabalham ou mantêm Contato com as florestas. A Febre amarela urbana teve o homem como único reservatório e, como transmissor, neste continente, o Aëdes aegypti. Outros trabalhadores eventualmente expostos, por acidente, incluem os que exercem atividades de Saúde pública e que trabalham em laboratórios de pesquisa. Por sua raridade e por sua relativa especificidade, a Febre amarela em determinados trabalhadores poderá ser considerada como “doença profissional” ou “doença relacionada com o trabalho”, do Grupo I da Classificação de Schilling.
Procedimentos médico-periciais para o “reconhecimento técnico do Nexo causal entre a Doença e o trabalho” (Art. 337 Decreto 3048/99) De acordo com a Resolução 1488/98 do Conselho Federal de Medicina, aplicável a todos os Médicos em exercício profissional no país, “para o estabelecimento do Nexo causal entre os transtornos de Saúde e as atividades do trabalhador, além do exame clínico (físico e mental) e os exames complementares, quando necessários, deve o médico considerar: A História clínica e ocupacional, decisiva em qualquer Diagnóstico e/ou investigação de Nexo causal; O estudo do local de Trabalho; O estudo da organização do Trabalho; Os dados epidemiológicos; A literatura atualizada; A ocorrência de quadro clínico ou subclínico em trabalhador exposto a condições agressivas; A Identificação de riscos físicos, químicos, biológicos, mecânicos, estressantes, e outros; O depoimento e a experiência dos trabalhadores; Os conhecimentos e as práticas de outras disciplinas e de seus profissionais, sejam ou não da Área de Saúde.” (Artigo 2o da Resolução CFM 1488/98). Recomenda-se, ademais, incluir nos procedimentos e no raciocínio médico-pericial, a resposta a dez questões essenciais, a saber: Natureza da exposição: o “agente patogênico” é claramente identificável pela História ocupacional e/ou pelas informações colhidas no local de Trabalho e/ou de fontes idôneas familiarizadas com o Ambiente ou local de Trabalho do Segurado?; “Especificidade” da relação causal e “força” da associação causal: o “agente patogênico” ou o “fator de risco” podem estar pesando de Forma importante entre os fatores causais da doença?; Tipo de relação causal com o Trabalho: o Trabalho é Causa necessária (Tipo I)? Fator de Risco contributivo de Doença de Etiologia multicausal (Tipo II)? Fator desencadeante ou Agravante de Doença pré-existente (Tipo III)?; No Caso de doenças relacionadas com o trabalho, do Tipo II, foram as outras causas gerais, não ocupacionais, devidamente analisadas e, no Caso concreto, excluídas ou colocadas em hierarquia Inferior às causas de natureza ocupacional?; Grau ou intensidade da exposição: é ele compatível com a produção da doença?; Tempo de exposição: é ele suficiente para produzir a doença?; Tempo de Latência: é ele suficiente para que a Doença se desenvolva e apareça?; Há o registro do “estado anterior” do trabalhador segurado?; O conhecimento do “estado anterior” favorece o estabelecimento do Nexo causal entre o “estado atual” e o trabalho?; Existem outras evidências epidemiológicas que reforçam a hipótese de relação causal entre a Doença e o Trabalho presente ou pregresso do segurado?; A resposta positiva à maioria destas questões irá conduzir o raciocínio na direção do Reconhecimento técnico da relação causal entre a Doença e o Trabalho.
Parâmetros que têm sido utilizados para avaliar sob o ponto de vista estritamente médico, a natureza e o grau da “deficiência” ou “disfunção” eventualmente produzidos por esta Doença“Deficiência” ou “disfunção” (“impairment”), segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) é “qualquer perda ou Anormalidade da estrutura ou Função psicológica, fisiológica ou anatômica”. Por exemplo, após um Acidente Vascular cerebral (AVC), a Paralisia do Braço Direito ou a Disfasia serão “deficiências” ou “disfunções”, isto é, sistemas ou partes do Corpo que não funcionam, e que, eventualmente irão interferir com as atividades de uma vida diária “normal”, produzindo, neste caso, “incapacidade”. Por se tratar de Doença extremamente grave e de elevada letalidade, haverá, obviamente, Disfunção ou Deficiência na vigência do quadro agudo, o qual pode evoluir de Forma tormentosa, com Complicações diversas, principalmente hemorrágicas. A Convalescença é, muitas vezes, prolongada, com profunda Astenia que pode durar até duas semanas. Os níveis de transaminases podem permanecer elevados por pelo menos dois meses. Óbitos, ocorrendo nesta fase, são eventos raros e, se acontecem, são devidos às Complicações cardíacas ou insufciência renal. A recuperação é total, exceto nos casos em que houve Complicações hemorrágicas. Portanto, as deficiências ou disfunções não são específicas da Febre amarela, mas de suas complicações, devendo ser utilizados os critérios para sua avaliação, em Função do Tipo de complicação, sua natureza ou localização.
Informações necessárias para o pronunciamento médico-pericial sobre a existência (ou não) de “incapacidade laborativa” do segurando com Diagnóstico desta Doença“Incapacidade” (“disability”), segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) é “qualquer redução ou falta (resultante de uma “deficiência” ou “disfunção”) da Capacidade para realizar uma atividade de uma maneira que seja considerada Normal para o ser humano, ou que esteja dentro do Espectro considerado Normal ”. Refere-se a coisas que as pessoas não conseguem fazer. Por exemplo, após um Acidente Vascular cerebral (AVC), que produziu as “deficiências” ou “disfunções” acima referidas, a Pessoa poderá não conseguir caminhar, vestir-se, dirigir um automóvel, etc. Para fins previdenciários é valorizada a “incapacidade laborativa”, ou “incapacidade para o trabalho”, que foi definida pelo INSS como “a impossibilidade do desempenho das funções específicas de uma atividade (ou ocupação), em conseqüência de Alterações morfopsicofisiológicas provocadas por Doença ou Acidente. (...) Para a imensa maioria das situações, a Previdência trabalha apenas com a definição apresentada, entendendo “impossibilidade” como Incapacidade para atingir a média de rendimento alcançada em condições normais pelos trabalhadores da categoria da Pessoa examinada. Na Avaliação da Incapacidade laborativa, é necessário ter sempre em mente que o ponto de referência e a Base de comparação devem ser as condições daquele próprio examinado enquanto trabalhava, e nunca os da média da coletividade operária”. Portanto, para o pronunciamento médico-pericial sobre a existência (ou não) de “incapacidade laborativa” do segurado, é imprescindível considerar as seguintes informações: Diagnóstico da Doença; Natureza e grau de “deficiência” ou “disfunção” produzida pela Doença; Tipo de atividade ou profissão e suas exigências; Indicação ou necessidade de “proteção” do segurado doente, por exemplo, contra re-exposições ocupacionais a “agentes patogênicos” sensibilizantes ou de efeito cumulativo; Eventual existência de hipersuscetibilidade do segurado ao “agente patogênico” relacionado com a Etiologia da Doença; Dispositivos legais pertinentes (por exemplo: Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho, ou de Órgãos da Saúde, ou acordos coletivos, ou profissões regulamentadas, etc.); Idade e escolaridade do segurado; Suscetibilidade ou potencial do segurado a readaptação profissional; Mercado de Trabalho e outros “fatores exógenos”. Em bases técnicas, a “incapacidade laborativa” poderia ser classificada em: Total ou parcial; Temporária ou indefinida; Uniprofissional; Multiprofissional; Oniprofissional. Contudo, a legislação previdenciária vigente não contempla todas estas alternativas, e se espera que o médico-perito se pronuncie sobre: A existência (ou não) de “incapacidade laborativa” no curto-prazo, com o correspondente Benefício previdenciário do “auxílio-doença”, como regulamentado pelos Arts. 71 a 80 do Decreto 3048/99. A concessão (ou não) de “auxílio-acidente”, “concedido, como indenização, ao segurado Empregado (...) quando, após a consolidação das lesões decorrentes do Acidente de qualquer natureza, resultar Seqüela definitiva” que se enquadre nas condições estabelecidas pelo Art. 104 do Decreto 3048/99. A concessão (ou não) de “aposentadoria por invalidez” devida ao segurado que, “estando ou não em gozo de auxílio-doença, for considerado incapaz para o Trabalho e insuscetível de Reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência” , nas condições estabelecidas pelos Arts. 43 a 50 do Decreto 3048/99.
Febre amarela da selva, (A95.0)
Febre amarela do mato, (A95.0)
Febre amarela não especificada, (A95.9)
Necessidade de imunização contra a Febre amarela, (Z24.3)
Febre amarela silvestre, (A95.0)
Febre amarela urbana, (A95.1)
___ botonosa, (A77.1) Exantemática, originária de carrapatos.
Endêmica das áreas do Mediterrâneo, África e Índia.
Etiologia: Rickettsia conorii.
Calafrios, febre, Lesão cutânea primária.
___ com arrepios (calafrios), (R50.0) Origem desconhecida
___ da Ásia do Norte, (A77.2) Tifo da Sibéria transmitido por Carrapato.
___ das trincheiras, (A79.0) Infecção por Rickettsia.
___ de Chikungunya, (A92.0) Febre hemorrágica transmitida por mosquitos.
Febre estreptobacilar por Mordedura de rato, (A25.1)
___ de Haverhill, (A25.1) Forma bacilar da Febre por Mordedura de rato, devida a Streptobacillus moniliformis.
Transmitida através de leite cru contaminado e seus Derivados.
___ de Indiana, (A93.8) Estomatite vesicular por vírus.
Febre viral transmitida por artrópodes.
___ de Kew Garden, (A79.1) Rickettsiose variceliforme devida à Rickettsia akari.
___ de Lassa, (A96.2) Febre aguda e fatal causada por arenavírus.
Ocorre na África Ocidental.
Sintomas: prostração progressiva, dor de garganta, ulcerações da Boca e garganta, exantema, Acne e dores em geral.
___ de Marselha, (A77.1) Febre maculosa por Rickettsia conorii.
___ de Montana, (A78) Sin. Febre Q.
Infecção por Coxiella burnetti.
___ de O'nyong-nyong, (A92.1) Febre viral transmitida por mosquitos.
Artrite na Febre de O'nyong-nyong, (M01.5 e A92.1)
Febre de origem desconhecida, (R50)
___ de Oropouche, (A93.0) Febre por vírus transmitido por artrópode.
___ de Oroya, (A44.0) Bartonelose sistêmica.
___ de Pontiac, (A48.2) Doença causada por uma Cepa da Legionella pneumophila.
Sintomas: tosse, dores musculares, calafrios, dor de cabeça, dor no peito, confusão e Pleurite.
___ de Queensland transmitida por carrapatos, (A77.3) Febre maculosa devida a Rickettsia australis.
___ de quintã, (A79.0) Infecção por Rickettsia.
Febre de Ross River, (B33.1)
Febre de São Paulo (maculosa brasileira), (A77.0)
Febre de Wolhyniana, (A79.0)
___ do Colorado transmitida por carrapatos, (A93.2) Espécie Dermacentor andersoni.
Febre do feno, (J30.1)
Febre do feno com asma, (J45.0)
Febre do Recém-nascido sem outra especificação, (P81.9)
Febre do vale do Rift, (A92.4)
Febre dos papagaios, (A70)
Febre dos três dias, (A93.1)
Febre eqüina venezuelana, (A92.2)
Febre exantemática por enterovírus, (A88.0)
Febre Familiar do Mediterrâneo, (E85.0)
Febre fluvial do Japão (tsutsugamuchi), (A75.3)
___ hemoglobinúrica, (ref. Guia de Vigilância Epidemiológica) Síndrome caracterizada por Hemólise intravascular aguda e hemoglobinúrica, muitas vezes acompanhada de Insuficiência renal. A Febre é uma das características do Processo que está relacionado à Infecção por Plasmodium falciparum.
Febre hemorrágica argentina, (A96.0)
Febre hemorrágica boliviana, (A96.1)
Febre hemorrágica com Síndrome renal, (A98.5)
Febre hemorrágica da Ásia Central, (A98.0)
Febre hemorrágica da Coréia, (A98.5)
Febre hemorrágica da Criméia (do Congo), (A98.0)
Febre hemorrágica de Chikungunya, (A92.0)
Febre hemorrágica de Junin, (A96.0)
Febre hemorrágica de Machupo, (A96.1)
Febre hemorrágica de Omsk, (A98.1)
Febre hemorrágica epidêmica, (A98.5)
Febre hemorrágica por arenavírus, (A96)
Febre hemorrágica por arenavírus, não especificada, (A96.9)
Febre hemorrágica russa, (A98.5)
Febre maculosa, (A77)
___ maculosa das Montanhas Rochosas, (A77.0) Espécie Dermacentor andersoni e variabilis. Hospedeiro: cão parasitando bovinos, eqüinos, coelhos e homem.
Febre maculosa devida à Rickettsia australis, (A77.3)
Febre maculosa devida à Rickettsia siberica, (A77.2)
Febre maculosa não especificada, (A77.9)
Febre maculosa por Rickettsia conorii, (A77.1)
Febre maculosa por Rickettsia richettsii, (A77.0)
Febre não especificada, (R50.9)
Febre pappataci, (A93.1)
Febre paratifóide A, (A01.1)
Febre paratifóide B, (A01.2)
Febre paratifóide C, (A01.3)
Febre paratifóide não especificada, (A01.4)
Febre persistente, (R50.1)
Febre por Arbovírus sem outra especificação, (A94)
Febre por arranhadura do gato, (A28.1)
Febre por exantemática mediterrânea, (A77.1)
Febre por flebótomos, (A93.1)
Febre por vírus West Nile, (A92.3)
Febre puerperal, (O85)
Febre puerperal sem outra especificação, (O86.4)
___ purpúrica brasileira (FPB), (A48.4) (ref. Guia de Vigilância Epidemiológica) Tem características que podem ser confundidas com meningococcemia, pelo desenvolvimento de Petéquias ou púrpuras dentro de 72 horas após o início da Febre (maior ou igual a 38,5°C). É uma Doença aguda descrita em crianças de 3 meses a 10 anos de Idade. Do ponto de vista clínico a grande diferença é que a FPB apresenta História de conjuntivite, usualmente mas não necessariamente purulenta, dentro dos 15 dias precedentes ao início da Febre; dor abdominal e/ou vômitos (não característicos); e não há evidência de Comprometimento meníngeo. A evolução clínica é rápida. Tem sido isolado do líquor, Sangue e Conjuntiva o Haemophilus aegyptis nos surtos investigados. No líquor, a citometria apresenta menos de 100 leucócitos; a cultura é negativa para bactérias patogênicas; e a imunoeletroforese é negativa.
Notificação compulsória (Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo).
Febre Q, (A78)
Pneumonia em Febre Q, (J17.8 e A78)
Febre quadrilateral, (A78)
Febre Recorrente não especificada, (A68.9)
Febre Recorrente transmitida por Borrelia recurrentis, (A68.0)
Febre Recorrente transmitida por carrapatos, (A68.1)
Febre Recorrente transmitida por piolhos, (A68.0)
Febre Recorrente transmitida por qualquer espécie de Borrelia exceto Borrelia recurrentis, (A68.1)
___ reumática, Agente etiológico de raríssimos casos de Arterite que, quando ocorre, pode envolver desde a Aorta até arteriolas.
A Lesão evolui para cicatrização que recanaliza, resultando espessamento do endotélio.
Febre reumática com Comprometimento do coração, (I01)
Febre reumática sem menção de Comprometimento do coração, (I00)
Febre reumática, pneumonia em, (J17.8 e I00)
___ tifóide, (A01.0) (ref. Guia de Vigilância Epidemiológica) Doença bacteriana aguda, de distribuição mundial, associada a baixos níveis sócio-econômicos, relacionando-se, principalmente, com precárias condições de saneamento, Higiene pessoal e ambiental. Foi praticamente eliminada em países onde estes problemas foram superados, mas persiste no Brasil de Forma endêmica, com superposição de epidemias, especialmente no Norte e Nordeste, refletindo as condições de vida dessas regiões.
Agente Etiológico: uma bactéria gram-negativa - Salmonella typhi, da família Enterobacteriaceae.
Reservatório: o homem (doente ou portador).
Modo de Transmissão: A Transmissão se dá principalmente de Forma indireta através de Água e alimentos, em especial o leite e derivados, contaminados com fezes ou Urina de Paciente ou Portador. A Contaminação de alimentos verifica-se geralmente por Manipulação de alimentos feita por portadores ou oligossintomáticos, sendo por isso a Febre tifóide conhecida como a Doença das mãos sujas. Raramente as moscas participam da Transmissão. O congelamento não destrói a bactéria, sendo que sorvetes, por exemplo, podem ser veículos de Transmissão. Todavia, só uma grande concentração de bactérias é que determinará a possibilidade de Infecção. Por isso não se costuma verificar surtos de Febre tifóide após enchentes, quando provavelmente há maior diluição de bactérias no meio hídrico, com menor possibilidade de ingestão de salmonelas em número suficiente para causar a Doença. A carga bacteriana infectante, experimentalmente estimada, é 106 a 109 bactérias ingeridas. Infecções subclínicas podem ocorrer com a ingestão de um número bem menor de bactérias.
Tempo de sobrevida do Agente nos diferentes meios, particularmente nos alimentos: Água - varia, consideravelmente, com a Temperatura (temperaturas mais baixas levam a uma maior sobrevida), com a quantidade de Oxigênio disponível (as salmonelas sobrevivem melhor em meio rico em oxigênio), e com o material orgânico disponível (águas poluídas, mas não tanto a ponto de consumir todo oxigênio, são melhores para a sobrevida do agente). Em condições ótimas, a sobrevida nunca ultrapassa de 3 a 4 semanas. Esgoto - em condições experimentais, quase 40 dias. Água do Mar - não é um bom meio. Para haver o encontro de salmonela na Água do mar é necessário uma altíssima Contaminação. Ostras, mariscos e outros moluscos - sobrevida demonstrada de até 4 semanas. Leite, Creme e outros laticínios - constituem um excelente meio, chegando a perdurar até por 2 meses na manteiga, por exemplo. Carnes e enlatados - são raros os casos adquiridos através destes alimentos, provavelmente porque o Processo de preparo dos mesmos é suficiente para eliminar a salmonela. Mas, uma vez preparada a carne ou aberta a lata, a sobrevida do Agente é maior do que a vida útil destes alimentos. Obs.: ostras e outros moluscos, assim como leite e derivados, são os principais alimentos responsáveis pela Transmissão da Febre tifóide. Praticamente todos os alimentos, quando manipulados por portadores, podem veicular a Salmonella typhi inclusive havendo registro de Transmissão por suco de laranja.
Período de Incubação: depende da Dose Infectante. É comumente de 1 a 3 semanas (2 semanas em média).
Período de Transmissibilidade: a transmissibilidade se mantém enquanto existirem bacilos sendo eliminados nas fezes ou urina, o que ocorre geralmente, desde a primeira semana da Doença até o fim da Convalescença. A Transmissão após essa fase dá-se por períodos variáveis, dependendo de cada situação. Sabe-se que cerca de 10% dos pacientes continuam eliminando bacilos durante até 3 meses após o início da Doença. A existência de portadores é de extrema importância na Epidemiologia da Doença: 2 a 5% dos pacientes após a Cura se transformam em portadores (geralmente mulheres adultas). Tanto em doentes quanto em portadores, a Eliminação da Salmonella typhi costuma ser Intermitente.
Portadores: indivíduos que, após Enfermidade clínica ou sub-clínica, continuam eliminando bacilos por vários meses. São de particular importância para a vigilância epidemiológica porque mantêm a Endemia e dão origem a surtos epidêmicos. 1. Suscetibilidade e Imunidade: a suscetibilidade é geral, e é maior nos indivíduos com Acloridria gástrica. A Imunidade adquirida após a Infecção ou vacinação não é definitiva.
Aspectos Clínicos: A Sintomatologia clínica clássica consiste em Febre alta, dores de cabeça, mal-estar geral, falta de apetite, Bradicardia relativa (dissociação pulso-temperatura), esplenomegalia, manchas rosadas no Tronco (roséola tífica), Obstipação intestinal ou Diarréia e Tosse seca. Atualmente, o quadro clássico completo é de Observação rara, sendo mais freqüente um quadro em que a Febre é a manifestação mais expressiva, acompanhada por alguns dos demais sinais e sintomas citados anteriormente. Nas crianças, o quadro clínico é mais benigno do que nos adultos, e a Diarréia é mais freqüente. Como a Doença tem uma evolução gradual (embora seja uma Doença aguda), a Pessoa afetada é muitas vezes medicada com antimicrobianos, simplesmente por estar apresentando uma Febre de Etiologia não conhecida. Dessa forma, o quadro clínico não se apresenta claro e a Doença deixa de ser diagnosticada precocemente. A Salmonelose septicêmica é uma Síndrome em cuja Etiologia está implicada a associação de Salmonelose com espécies de Schistosoma (no Brasil o Schistosoma mansoni). Nessa condição, o quadro clínico se caracteriza por Febre prolongada (vários meses), acompanhada de Sudorese e calafrios. Observa-se ainda anorexia, perda de peso, palpitações, epistaxis, episódios freqüentes ou esporádicos de diarréia, Aumento do volume abdominal, Edema dos membros inferiores, palidez, manchas hemorrágicas, hepatoesplenomegalia. Só eventualmente a Salmonelose septicêmica prolongada é causada pela Salmonella typhi.
Complicações: a Hemorragia intestinal é a principal complicação, causada pela Ulceração das placas de Peyer, que, em condições pouco freqüentes, leva à perfuração intestinal. Podem surgir Complicações em qualquer Órgão devido à evolução da Febre tifóide com Bacteremia. Outras Complicações menos freqüentes são retenção urinária, pneumonia, colecistite.
Notificação compulsória (Fundação Nacional de Saúde).
Artrite na Febre tifóide ou paratifóide, (M01.3 e A01.-)
Meningite que ocorre em Febre tifóide, (G01 e A01.0)
Pneumonia devida a Febre tifóide, (J17.0 e A01.0)
Portador de Febre tifóide, (Z22.0)
Febre transmitida por Mordedura de rato, Tipo não especificado, (A25.9)
Febre uveoparótidia [doença de Heerfordt], (D86.8)
Febre viral transmitida por artrópodes, não especificada, (A94)
Febre viral transmitida por mosquitos, não especificada, (A92.9)
Febres hemorrágicas virais não especificadas, (A99)
Febres recorrentes [Borrelioses], (A68)
Febres tifóide e paratifóide, (A01)
Febres transmitidas por Mordedura de rato, (A25).

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